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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Maio oito meia (15) – O rito de passagem

Foram dias causticantes, rumorosos, que de tão intensos passaram rapidamente entre 1986 e 1990. Transpiração sob a marquise. Conspirar era respirar em grupo. Foram dias como outros tantos em ambientes universitários, com ritmo, poesia, paixão e rebeldia. Mas, para nós que experimentamos aquela primavera inaugurada com um filme de Godard, foram dias especiais que jamais se rebobinarão. Dias que desencadearam lutas, sustos, aprendizados, rupturas, revelações e histórias de amor, triunfo e desencanto.

O eixo dessas histórias foi a Universidade Federal do Maranhão. Pelo campus do Bacanga passaram muitos estudantes, cada um com um propósito: abrir horizontes, cortar caminhos, trapacear o futuro, matar o tempo, transformar, ascender, conquistar o canudo, chegar ao mercado pela porta da frente.

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terça-feira, 31 de maio de 2016

Maio oito meia (11) – Dez anos de festivais de música no campus

Eram tempos de turbulência na política e muita inquietação na comunidade acadêmica. A voz ativa da juventude ressoava pelos becos e palcos improvisados das universidades. Na UFMA, as coisas passavam naturalmente pelo curso de Comunicação Social, vanguarda involuntária dos movimentos estudantis nos anos 1980. As decisões políticas e conspirações culturais estavam concentradas entre a Área de Vivência do campus, onde também ficava a sede do DCE, o Auditório “Jarbas Passarinho” (no Centro de Ciências Humanas, o Castelão) e o prédio do Centro de Ciências Sociais, o afamado Pimentão, núcleo-base de Comunicação e de outros cursos como Direito, Serviço Social, Ciências Sociais, Pedagogia, Economia, Ciências Contábeis e Biblioteconomia.

Nesse território, o ambiente universitário reverberava os grandes festivais de música transmitidos via TV até meados daquela década. Som, fúria, ternura, protesto, irreverência e, quem sabe, trampolim para uma carreira profissional na música. Havia interessados dentro e fora do ambiente acadêmico, e os festivais, com seus altos e baixos, ocuparam por alguns anos essa arena fértil da Universidade Federal do Maranhão.

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segunda-feira, 2 de maio de 2016

Maio oito meia (10) - O jornal laboratório vai ao povo

A ideia de entrar para a universidade era o sonho de aprender mais, de abrir os horizontes do conhecimento. Era, sobretudo, o sonho de aprender a fazer, de por a mão na massa, a curto prazo descortinar a fábrica da academia. Os tempos de escola, das enfadonhas rotinas de aula e prova, haviam ficado para trás. Do grão em grão da teoria, rapidamente chegaríamos à prática. Mas o curso de Comunicação Social da UFMA, criado em 1970, tinha suas limitações – estruturais, tecnológicas etc. Até o final dos anos 1980 contavam-se duas salas de redação (equipadas com surradas máquinas datilográficas Olivetti, papel jornal A4 e folhas de carbono), um laboratório de fotografia, um laboratório de Relações Públicas e um laboratório de rádio.

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domingo, 15 de junho de 2014

Maio oito meia (8) - O circo, o fim da farra e a Copa de 1986

Enquanto alguns davam os primeiros passos no curso de Comunicação da Universidade Federal do Maranhão, outros, como o estudante Jorge Thadeu, fechavam o ciclo acadêmico e desembarcavam de vez no mercado de trabalho. Antes de receber o diploma ao final do curso na condição de orador de uma turma que tinha Mara Fernandes, Rayol Filho e Roberto Fernandes entre os formandos – o jornalista Antônio Carlos Lima e a professora Nilde Sandes como patrono e paraninfa, respectivamente -, Jorge Thadeu viveria em junho daquele ano uma experiência inusitada. Ele, Gerude e Ronald Pinheiro estavam no meio da trupe de 200 artistas do Circo Voador escalada para deitar e rolar na lendária Copa do México de 1986.

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